sexta-feira, 11 de junho de 2010

Os amores, a morte, e minha dança do adeus...



Fotografia: Fernanda Echuya Performance: Adriane Gomes - Vertical - Orientação: Toshi Tanaka


Adri: Por que temos essa necessidade do verbo?

Ele: Por que não ficamos em paz? São coisas tão banais, por que nos preocupamos com coisas que não fazem sentido algum?

Adri: Agora, pesando ...imagino que o medo da morte é o lugar onde anda tudo isso...

Ele: o medo de não existência, o medo de olhar e enchergar que as pessoas morrem...

e que a cada oi, é a realidade de que elas estão vivas...

Adri: D'us quanta ângustia dentro da minha alma, por que entre céus e terras morro de medo de perder ou de perceber essa possibilidade?

Ele: o problema das possíbilidades é se as coisas, vão mesmo acontecer...

Adri: vou sair agora me envenenar de cigarros, acender um baseado, e chorar picas sobria da verdade... Hamlet, de William Shakespeare, Ofélia diz: adeus passarinho voa...

Ele: muitos já partiram muitos já se foram, não falem meu nome, nem escrevam aquilo que ainda não disse, mande me a puta que pariu, mas não finja que não existo!

Adri: porque na verdade existência e sua existência necessáriamente, não depende de nós, ou depende?...

Ele: mas decidi, acaba agora meu sofrimento, começo agora uma nova fase, porque agora já disse que te amo!

Adri: e desaguou em mim aquela saudade que não existe, ele partiu, o outro nunca veio, meu amor que dança, lá morreu, e hoje, que será de mim hoje?

ele: disse que vem, mas pode ser apenas promeça que nunca vai se cumprir, sempre que tento terminar tudo, ela diz que também sente o mesmo...
Tá difícil de enteder...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Não tenho mais nada pra dizer...

Palavras ao vento...




Para o amor não existe palavras, para o amor não tem sentidos, ou frases feitas...

Sentimentos, apenas isso, e nada mais...

No amor só existe o amor, ele mesmo: O AMOR.

talvez entre as falas mais loucas e alucinadas está a ação de amar: eu falo: amo, eu te amo!
Sabe que nunca havia escutado isso na minha vida, desse jeito...

O amor é como frio nas costas ou como o vento que sopra profundo a vida...

assim é o amor, aquele que faz frio no estômago ou aquele que corta o coração...

mas amar fato fundamental na vida não pode ser mera ação do tempo, o amor é como bisturi, corta e aprofunda caso a mão seja pesada...

Eu te amo, não pode ser dito, de qualquer jeito...
precisa acontecer de verdade, e se os dois se amam...

...amor não é o fato de querer obter algo, mas o fato de você olhar e amar, já dizia Alberto Caieiras....

...desde o primeiro momento "amor", assim é pra mim o amor carnal dos amantes!

Pra mim... Amor de criação e parceria, é outro amor, não esse que se come, que se molha, mesmo que a distância se faça...

Esse amor que transforma de dois em um só... esse é raro!!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

The Hours - Philip Glass

Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Friedrich Nietzsche