quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eu fugi, e planejava nunca mais voltar...




Um dia desses tive o cabimento, de tentar escrever sobre a minha infância... o que me fez perceber a inutilidade de tal ação...

...segundo as boas línguas o texto era muito triste... Sofrido... afff! e ao fim do texto, um perdão idiota, que na verdade nem precisamos explicitar!

Eu estou latente, e petente para perder tanto tempo relembrando as maluquices de adultos loucos que na verdade deveriam fazer terapia!

hey... eu devereia fazer terapia! (risos)
Afinal de contas, quem sou eu? quem me fez tirar o texto foi Lola o ler em voz alta e em bom tom! isso me fez perceber a besteira, que eu estava fazendo... Sim... por que ser de novo a coitadinha? (necessidade de um Game Drama) na verdade eu sei que eu queria fazer: denunciar maus tratos contra crianças que não tem os pais para se defender? provar que as pessoas desta familia, não tem sentimento? não sei, apenas penso sobretudo sobre as crianças...

agora eu tenho um filho e eu cresci! podem imaginar tudo que eu sei sobre todos eles? não, nem eu sei o que eu sei...

quando eu tinha uns 13 anos, eu percebi que a sexualidade existia, tive aquele processo, do amor paterno, mas para qual pai? o desejo da morte da mãe e o amor do pai? sim eu passei por isso! mas posso dizer que a interpretação é muito dura... Não tinha uma mãe e ele não era meu pai!

Quando minha mãe morreu eu tinha 05 anos, imagina em qual labirinto eu andei e quantas vezes corri da mulher com serpentes na cabeça? pode mesmo imaginar? Quem era quem?

nesse laço de amor e odio, eu os amo e eu os odeio, eu não os vejo... eu fujo... foi duro! Mas não valeria a pena descrever cada parte, mesmo por que eu já esqueci de muitas coisas, eu quero esquecer algumas coisas...

Ela encontrou as calcinhas sujas e me acordou esfregando elas na minha cara! eu acordei gritando AHHHHHHHHHHHH DEusssssssssssssss! foi uma catarze! não, por favor não escreve, por favor não!!! não faca isso!!!

ele estava na cama do lado, se levantou, beijou meus lábios, foi meu primeiro beijo e a primeira vez que ele me tocou e chupou os meus seios... eu o amava... seus olhos verdes... mas ele tem meu sangue... amor dos 13 aos 16... amor que nunca vai passar...

Durante o vento levou... eles trepavam... ela gemia... e eu me imagina lá no lugar dela, era coisa de menina que quer ser igual a outra e fazer aquilo que ela faz...

Fugi!!! eu fugi, e planejava nunca mais voltar... mas me encontraram, perdida nas ruas tal qual uma prostituta virgem...
pedinte de comida...

e por vezes da minha vida, tive inveja daqueles que moram nas ruas... mas isso é outra historia!

a primeira vez que eu gozei na vida, eu lí como eu deveria fazer!

4 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

é interessante como certos escritos não nos permitem adentrar neles logo de cara...

Precisa de tempo...

"Amor a flor, que desabrocha lentamente"
(Hassan Massoudy).

abraço!

Rafael de Oliveira disse...

que vida, que texto absurdamente teatral.

Adriane Gomes disse...

apenas penso sobretudo sobre as crianças...

Giuzzeppi Coalhada disse...

Nossa, voce é tão profunda com as palavras.
Uma "Prostituta Virgem", a maioria das pessoas ja se sentiu assim.
Sensacional