sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Depois de vários anos eu volto a escrever, foi como uma incubadora, onde você fica imóvel, quieta e em silêncio, alguém escuta o que eu tenho para falar? talvez! é certo que esse silêncio nos deixa meio confusos quando voltamos a falar sobre algo, sem nem mesmo saber o que de fato eu gostaria de dizer. Opa! eu escrevo sobre  arte e talvez seja sobre isso que eu queira dizer. São quatro meses que a vida e a arte tem não só se misturado como surtido efeitos avassaladores.
Me dei conta de que voltar a escrever é quase que voltar a ovular, o quem sabe a parir. Será que não sei mais sobre palavras, será que meu telefone me empobreceu?
Estive por longos anos andando por estradas, ruas, e praças olhando sempre para a direita e para a esquerda e de vez em quando olhando para trás. Nunca acreditei em sorte, sempre olhei pra vida com essa labuta, dura e findável que se liga a morte/vida. O que pode fazer de mim essa pessoa doce e amarga, leve e pesada, e de alguma forma essa historia de arte não reduz o que eu penso das coisas, ou o que eu vejo no outro. mas de alguma forma a vida me deu a chance de viver cada minuto intensamente. 
Entre ameças e casas, resolvi mudar meu destino, as ruas da cidade são mesmo perigosas para uma moça que não sente medo, sempre gostei de andar por ai na alta madrugada, sempre gostei de subir e descer a Augusta, mas por acaso algo tem me perturbado, e eu comecei a sentir falta da arte, parece que a arte não estava presente dentro de mim, ir dar aulas de pole não estava suprindo. 
Um dia a gente acorda, e sente que algo não pode continuar como esta, eu acordava e me sentia estranha, eu acordava aos domingos e era ainda pior, eu acordava e queria voltar a dormir.
Fiquei perdida em 2013 quando fiz meu ultimo trabalho com o PHILA7, consegui me livrar um pouco da tristeza,  ainda não consegui entender o aconteceu depois.mas o que aconteceu foi que os anos foram me engolindo, eu fui me deparando com realidades, sonhos, desilusões, dias escuros, e fui me silenciando, me senti tão pequena e tão sozinha, mas nunca deixei de imaginar... 
Imaginar era o ponto, ninguém pode roubar sua imaginação, as coisas seguem seus cursos, mas o que esta dentro de você, é seu... foi assim que eu imaginei e sonhei com uma parte de tudo que esta acontecendo agora. A arte me acorda, e com a arte eu durmo, e sonho como se sonhos fossem realidades, como se textos não fossem necessários porque vivo das imagens reais de sonhos verdadeiros.
Adriane acorda que hoje é dia de sonhar... abri a janela e olhei pra fora, faz tempo que abro a janela e vejo janelas... mas hoje eu abri a janela e ví... eu posso ver. Há dentro de nós sonhos tão grandes e cheios de água, que permeiam emoções e céus azuis. 
eu continuo andando por estradas íngremes, mas quando eu olho em volta, pássaros cantam como se eu fosse de alguma historia dessas de princesas e bruxas, quando eu olho pro vale eu me pergunto se estou mesmo vendo tudo isso.
No email eu poderia ter simplesmente nunca ter escrito nada, mas eu escrevi, e foi a atitude de ir ao encontro que mudou toda historia, o que parece sonho é simplesmente a vontade de ir ao encontro de algo desconhecido, um café? sim! é sempre um café que muda a historia? meu pai amava café, plantava e colhia seu próprio café, torrava e moia... foi assim que eu ví a vida se abrir, todas as manhãs desde que nasci.
Aprenda a sofrer melhor, mesmo que você acorde com milhões de dores, mesmo que seu fêmur, quadril, joelhos e costas estejam emprerrados, aprenda a sofrer melhor, e aprenda a ser mais ativa. 
As dores um dia vão passar, tome um alive, um dorflex, supere, supere sempre!!!!!
De alguma forma eu sobrevivi as mazelas, as depreções a enormes tristezas que a vida me deu, consigo enxergar outras paradas principalmente as paradas erradas. e vou recomeção agora. hoje... assim como quem enxerga pela primeira vez aquilo nunca antes teria visto.   com seu primeiro amor



A
driane Gomes

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