sexta-feira, 2 de setembro de 2011

queria me sentir assim...

fragmentos de um texo escrito em 2001

"Quer saber? Vou para a esquina comer um belo balde de sorvete. E vou degustá-lo na beira do píer enferrujado aqui em frente, com a calça arregaçada e os pés na água morna do East River, como se fosse um daqueles pescadores malucos que jogam a rede no rio Tietê e esperam pegar um belo salmão já marinado."

GERALD THOMAS é autor e diretor teatral."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

contando uma história por partes!


no mesmo dia ano passado:

O sonho acabou, a banheira transbordava, escorria pelas paredes, ele apareceu no sonho, apenas no sonho, anjo ou diabo, deu o recado, partiu e no lugar por sorte, um vinho na França na cave mais chique, morri todos os dias, até mandar tudo a merda... chorei por ser sustentada pela mediocridade, problemas a parte, o que me espera agora?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O corpo humano é sagrado e a tortura desrespeita isso!


OP - Agora em dezembro, o Ministério da Justiça autorizou o pagamento de um retroativo de R$ 569 mil, além de uma aposentadoria vitalícia de R$ 5 mil mensais, a você, como parte das indenizações daquilo que você sofreu ainda durante a ditadura. Isso paga?
Zé Celso – A justiça, eu fiz Direito e sei, é superior à lei. Nada vai pagar o que eu sofri. Nada na vida supera a tortura. Eu acredito e defendo que, na guerra, tudo é permitido, menos a tortura. Você pode até matar, mas não pode torturar. A tortura põe o ser humano na condição mais humilhante que existe, o nosso corpo e as nossas ideias são dilaceradas. O corpo humano é sagrado e a tortura desrespeita isso! A gente é brutalmente espancado, leva choques elétricos fortíssimos, isso tudo encapuzado, só para dizer o que as pessoas querem que a gente diga. O pior é que tudo isso é feito na ilegalidade. Para o mundo, nada ocorreu, você apenas mudou de ideia. A tortura foi a experiência mais terrível de toda a minha vida. Nenhum dinheiro do mundo apaga isso. Agora, claro, eu sou pragmático. Vejo essa indenização que estou recebendo como um dever do Estado. É pouco, é muito? Não sei, não me interessa. Só sei que vou receber. É o que tem que ser. Entende? Eu não tenho culpa em relação a nada que fiz na ditadura e também não tenho ressentimento. Agora, lei é lei. Tortura é crime e a indenização se justifica por isso.

domingo, 21 de agosto de 2011

http://fogonofoco.blogspot.com/2009/05/appia-e-craig.html

Appia e Craig

Adolphe Appia (1862 - 1928).
Foi arquiteto e encenador suíço, cujas teorias, especialmente no campo interpretativo da luz, ajudaram a concretizar as encenações simbolistas do século XX. O contato com o trabalho de Jaques-Dalcroze sobre o movimento e a rítmica teve grande influencia sobre criações, transformando o espaço cênico em um novo laboratório de possibilidades.
Era contrário a estética realista, por isso quis se utilizar dos elementos expressivos e simbólicos do teatro, da música, e da luz. Foi o primeiro a usar as sombras no palco de forma deliberada, criando espaços com maior profundidade e distancia , influenciando assim, as modernas concepções de iluminação teatral. Appia projetou novas relações entre o espaço e o intérprete, a partir da constatação de que a cenografia tradicional em duas dimensões apresentava-se em desarmonia com o volume tradicional dos corpos dos atores. A cenografia se dinamizou em arquitetura iluminada, mobilidade e fluidez. Seus espaços rítmicos compostos de volumes horizontais e verticais, de escadas e planos inclinados. Mapeados por zonas de luz e sombras, privilegiou a cena flexível onde cada drama pudesse desenvolver completamente com todos os elementos integrantes do espetáculo seguindo um pensamento criador único transcendendo a própria representação. O teatro deixou de ser apenas um texto a ser lido; por sua natureza tornou-se um espetáculo envolvente onde o encenador assumiu o papel de polarizador de todas as ações e elementos dos espetáculo em uma visão artística única.
Gordon Craig (1872 - 1966)
Dividiu com Appia os mesmos preceitos e objetivos desta nova cena. Propôs um novo teatro baseado na arte do espaço e do movimento, não na arte do ator ou d dramaturgo. Seu palco foi o equilíbrio da qualidade simbolista da luz com a construção arquitetônica.A natureza holística do teatro “consiste num composto dos mais básicos elementos de ação, palavras, fala, cor e ritmo.” disse Craig. Gordon , assim como Appia, enfatizou a qualidade do corpo humano em relação ao cenário bidimensional e ao espaço cênico construído em volumes como arquitetura cênica. Considerou o ator como um super marionete, que deveria retratar as idéias de um modo mais estilizado, geral e universal. Em seus desenhos e projetos, atores gestos e performaces eram expressos como elementos gráficos e sintéticos. Os simbolistas utilizaram a luz elétrica como instrumento estrutural do novo espaço cênico explorando os recursos da teatralidade e rompendo com a representação ilusionista. A cena iluminada integrou o corpo do ator, tornou o espaço fluido e o tempo elástico definindo novas atmosferas cênicas. O espaço simbolista capturou o olhar moderno pela incisão das sensações luminosas, cromáticas e espaciais, dando à cenografia características mais próximas da concepção arquitetônica.

sábado, 6 de agosto de 2011

e agora?

"quem sou eu?"

Finalmente eu sai do Face Book!

EU NAO AGUENTAVA MAIS, E NAO PUDE SUPORTAR, ESSE VICIO CONTEMPORANEO ROUBA NOSSO TEMPO,!!!

FODA SE A MICROSOFT, O FACE BOOK O ORKUT E A PUTA QUE PARIO TODO ESSA ARQUITETURA DIGITAL ESSE FETICHISMO E ESSA FORMA DE TORTURA E RELAÇAO ESQUIZOFRENICA!

ADRIANE GOMES




terça-feira, 2 de agosto de 2011