segunda-feira, 17 de maio de 2010

A noite na Virada Cultural - SP - 2010



A arte, as possibílidades, os grupos, a organização e como separar as pessoas...
Saí cedo de casa esperando que pudesse ser privilegiada em encontrar por toda cidade, arte, ou representantes dela por cada canto de centro, mas claro mais que isso, ir para o palco de dança que normalmente estava ao lado de Teatro Municípal, naquele espaço gigantesco que desta vez ficou vazio, mas graças a Performance Preto e Branco, que realizava uma intervenção participativa do público, montando um estúdio na calçada
e projetava no prédio de frete, nos animou e por lá ficamos experimentando as possibilidades e nos divertindo com a criação de Samira e Boro que fez muita gente se divertir.

Mas o locaL que antes era refência para os dançarinos e artistas se encontrarem se tornou vazio e muita gente passava procurando o "palco de dança", olhava para abaixo e se decepcionava, havia também muitas projeções de imagens, fora o Preto e branco que se destacava por ter como ponto principal a interação do público!

Fiquei andando pelo centro como sempre fazemos, andando pra ver se me encontrava com alguem fazendo arte de rua, pernas de pau, monociclo, malabares, teatro de rua, estátuas vivas... e não encontrei nada e nem ninguém, apenas os shows e as projeções avulsas que não tinham nada para dizer no meu ponto de vista.

O que aconteceu com a virada cultural? Onde estavam os artistas do centro, as cores a vida, os embalos, onde estava o Palco de Dança que não ocupava mais seu tradicional ponto de encontro no coração da arte, o teatro Municipal?

desta vez o dinheiro para as verbas deve ter sido investido em segurança, por que tinha poucos artistas, mas policiais por toda a rua, isso tinha muito, não estou reclamando mas quando o palco se torna cheio de homens do poder o poder da arte realmente fica aniquilado, onde eu olhava eu via polícia, não via um único artista perambulando pelas ruas... ou apresentações de qualquer coisa na rua... estranho!

Claro no dia seguinte ao amanhecer preferi sair e descançar e voltar para assistir o último show na Praça Julio Prestes, que realmente foi incrível e muito político!

O que podemos fazer se a organização preferiu tirar os artistas de circulação? e montar apenas shows, para que tivessem melhor controle!

O controle não funciona muito cam a arte, por isso muitos devem ter gostado da virada, mas tenho certeza, que a lista do que viram e assistiram foi bem menos que dos ultimos anos! Foi mesmo muito organizado, bouca bagunça e brigas em compensação a noite na virada foi pouco cultural!

O que você vio a noite na Virada? responde aqui!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Klein - Vídeodança - Projeto Salamandra




A linguagem,o domínio da linguagem... aquele que tem o dominio da linguagem domina a nação... neste trabalho havia viajado para a Holanda em 2009 sem falar nada em inglês, ao chegar lá estava completamente analfabeta e muda, não havia diálogo, e a maior parte do tempo eu ficava em silêncio e em alguns momentos eu tive muita vontade de falar e de entender o que se falava, depois de alguns dias eu me sentia presa e ao mesmo tempo que sentia vontade de voltar logo para o Brasil, apesar de não ter conhecido todos lugares que queria conhecer, eu estava completamente tomada pelo desejo de possuir a linguagem e fazer parte de tudo que acontecia...

Projeto Salamandra - VI Festival de Apartamento

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eu sou o Bixo

O relato mas comovente da vida é saber a necessidade e aceitação do que se é, o que eu sou? quem sou? vamos caminhando em busca de encotrar nossos caminhos, e o encontro com a natureza, é comprender que somos bichos e somos mesmo!

VERTICAL - Projeto Salamandra - Performance

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O jogo da vida.




Estava em Perdizes ainda, quando comecei a refletir, sobre o jogo da vida, a versão possível sobre a relação entre a vida e a arte, e como relacionamos isso com nossa vida, afinal de conta, temos relações que são estendidas, e as pessoas fazem parte da nossa história de vida, um caminho ao qual somos nós que vamos defender, como as relações não permeiam limítes certos e específicos.

Cada obra, cada trabalho, cada hitória que passamos juntos, delineando um conchavo, uma parceria, o que normalmente, não aconteceria no passado acontece agora, não damos o sangue a nada e nem queremos confiar no outro, porque vivemos desconfiados, e claro neste jogo.
Quando alguem não acredita mais, e acreditar no jogo das relações são coisas que não tem medida, a medida da confiança, é a entrega: O querer fazer e realizar. Eu tenho certeza, estou muda!!! tenho que me manter mudar, o nú metálico, entre as letras do meu computador branco, a maça, sem programas, imgrante da máquina originaria.

Mas eu tenho fome, os caras do viaduto tem fome, há fome? quando se tem fome não se regurgita, então preciso engolir o vazio e o topor de entender que a ferida esta aberta e agora eu grito...

Quando queremos falar, de questões de arte e vida, as coisas vão se confundindo, nem sei mais do que falo, há sim o jogo da vida, o jogo...

E vai vindo na idéia, o desarranjo que estou montando, a fragilidade do fato me conduz a pergunta de 2 anos atrás, quando meus cabelos ainda eram grandes e eu fazia o Bixo... A vida é um jogo? e termina com a morte...
Não! não, calma... vai terminar assim: não posso, tenho que ao fim desta hitória reproduzir caladinha tudo aquilo que ví... eu ví... e senti...

O que eu senti, fora o desconforto de me vez sozinha lá, e sem a base: O Pessoal do Projeto, eu estou sozinha, por que não ter com aqueles que não podem tomar do meu vinho, eu escuto a experiência agora, estou na aula... aqui nesta banca!

"No discurso onde ao falar de matemática e de jogos, tudo se encontra a experiência da vida, o rapaz que esta apresentando a banca fala sobre sua turma e discorre sobre a atuação e relação ao uso de jogos digitais, em especial o Myst, um jogo que tem como característica a utilização de "tempo" como principal objetivo no jogo, já que o jogo não tem lutas, e nem define um vencedo. Agora a professora Lucia Leão fala, e define como uma pesquisa original, e bem feita, a questão colocada é que o trabalho não fala só sobre o jogo mas sobre a relação entre pessoas."

A relação entre o tempo e a vida... entre os encontros e como tudo vai voltando como uma espiral e retorna ao mesmo, labirintica: a pessoa... e cada pessoa tem suas relações, e a vida só existe, por que somos relações, não posso agora deixar de afirmar...

O tempo passou entre muitos agora eu estou sozinha... eu fiz a espiral e a roda esta destinada a mim mesmo...

não vamos mais mentir, não creditamos, não fazemos parte de um coletivo, ele não existe, se existir por favor me avisem!
Preciso escutar!!!!

Aos meus amigos!

Há alguns dias, os caros amigos, vem acompanhando a crise que tem me rondado, onde tudo se parece com o Inferno, o inferno é ligado a morte, ao desencarne, e finalmente ao local onde aqueles que fizeram maldade, vão...
Sim, senhores, o inferno é um lugar negro, escuro, o avesso do céu...
Logo para se chegar completamente no inferno primeiramente é preciso morrer! e tem algo que vem me matando todos os dias...
Uma dúvida desgraçada me ronda, e eu nem concigo escrever por que tenho vergonha... a merda vem completa, quando a arte fica categorizada, e alguem me questiona sobre a performance... Karalho... minha arte... minha? Porra a alguna anos atráz eu pintava, desenhava, e nunca me preocupei se aquilo era ou não arte, depois fiz teatro, passei por cada canto de um teatro, lavei banheiro, passsei roupas, fiz maquilagem, tudo... tudo...
e até atuei... Mas nunca me ví de fato como uma artista, a não ser pelo fato de ser...
Ser o que é e nada mais... Mas agora vem dentro de mim essa dúvida maldita, eu não sei que estou fazendo, ou o que não estou fazendo... ou talvez o que devo fazer?
Se agora me decidir não fazer Performance pelo simples fato de não saber mais nada, de não sentir mais nada e de perceber que talvez a forma ao qual tenho dialogado sobre o assunto me deixa inquieta e com medo... sim mêdo! e esse mêdo tem matado minha vontade de criar e tudo que tenho feito parece não fazer mais sentido...
e por não fazer... mais próximo a morte estou, não a morte verossímil mas sim a morte de arte que talvez um dia existiu dentro de mim...
não vou mais performar, não mesmo, não quero! não posso, por que tudo que já fiz parece não ter mais sentido... Vejo que meus amigos não confiam mais em mim, vejo que as pessoas tem dúvidas, e vejo que agora, o mar revoltoso me toma e que na verdade eu não quero mais... querer... esta aí o ponto fundamental, fui abandonada e o barco esta ainda no alto mar... fugiram todos... todos... t o d os, a nnao ser aqueles que chegaram depois das fotos com o Leandro Penna, unico que teve conragem o bastante para assumir até o fim a hitória... mas e o resto: um bando de buscadas de frango? não... livre arbitrio, mêdo/ desconfiança... tudo isso junto?
e no dia seguite precisei fazer uma Analise, tinha que ser com um artista, não podia ser qualquer um, e o Shima veio como um Deus... e fui contando minhas ângustias e minhas urgências, e depois disso, nunca mais pude ser a mesma... um segundo BUmmm tudo mudou... Pensa, Pensa...
E a chave vai abrir as portas, a hora e de mudar tudo! Tudo... e quem sabe isso pode alterar minha percepção das coisas... da minha vida... não é tão bom ou tão ruim, continuo no inferno, por que sou má, e as meninas que são más merecem o inferno!!!!!