quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

"É impossível chegar ao fim deste livre e não dizer, admirado: como Gerald Thomas escreve bem."

Gerald Thomas entre duas Fileiras


Autobiografia
editora Record


"É impossível chegar ao fim deste livre e não dizer, admirado: como Gerald Thomas escreve bem." Carlos Andreazza



Conseguir escrever sobre este livro me parece quase impossível, dada a trágica emoção que está ainda aqui entalada na minha garganta, e ainda dentro do meu estomago, e depois de semanas eu ainda penso neste menino que segura a mão de sua mãe ao atravessar a rua.
 Este livro não é tão somente a vida de um artista, este livro é uma performance, este livro é uma ficção de verdade, este livro é um quadro, um desenho, um rabisco com traços e assinatura única, onde Gerald desenha sua vida, onde acontece encontros, palavras criadas, performances, dança, e eu choro como criança lendo as linhas, as entre linhas e cada desenho e cena de uma vida real,  engolindo as salivas (o gosto da vida) que enchem a minha boca, porque meu corpo saliva, e meu corpo escorre suor a cada situação entre capítulos, e meus olhos se enchem de lagrimas, e me emociona. Agora pensar em tudo que li, e cada amor e cada mulher amada  e os seus dias em países entre fileiras de gentes nas portas dos teatros por onde ele passou me fazem pensar na minha própria vida.
 Me emociona este começo e este fim sem fim, e quando eu olho pro lado, ele esta aqui, me olhando e me pedindo um café nesta enorme xícara.
Sobre ler livros: nunca consegui ler livros em uma sentada somente, eu preciso ler pagina por pagina, eu preciso ler, eu preciso ler a cada dia, dia após dias, e foi assim que eu me entreguei e me senti parte desta incrível historia da arte, quando me enterrei completamente nos primeiros capítulos onde lí duas vezes seguidas porque aparentemente eu reconhecia aquele começo, sim sou dessas que viu todos os vídeos na biblioteca incompleta e virtual do site de Thomas, sim eu sentei e ainda sento e vasculho cada pedacinho da escrita e dos desenhos deste artista e sou dessas que se apaixonou pela voz, e por cada gesto anti gesto, e então aquele começo me seduz e me emociona, este começo dos sete dias é como o primeiro amor, é como os seios de uma mulher amada.
É assim que eu me vejo quando o leio, sua escreta me torna  naquele personagem: eu sou a mãe, sou a mulher na calçada, e sou o menino, ele também é o menino que esta na rua e...  de fato eu não posso dizer mais nada alem disso, vocês precisam ler também, mas de alguma forma eu ainda sou essas pessoas e dentro de mim elas estarão sempre vivas desde aqueles dias em que lí por duas vezes esses sete dias.
Seguindo a logica alguém me diria que é necessário ter cultura ou ser inteligente para ler Gerald Thomas, não creia nisso, qualquer pessoa pode ler e se encantar e depois dar um Google nos nomes sitados nos teatros, nos festivais, nas citações, ele te leva a buscar conhecimentos é o vão da fileira que te faz crescer, e você vai ter mais conhecimentos, porque a escrita de Gerald é uma viagem e uma viagem é para todos.
Tenho certeza que falta muitas historias dessa Autobiografia, porque tenho ainda mais dúvidas após ler, a vida entre artistas é como um Jogo de Xadrez, e a cada dia as duvidas ao mover peças se tornam ainda maiores, este livro é para qualquer pessoa que goste de historias, mas principalmente para artistas, que sonham com coisas impossíveis, que buscam esperança, que mesmo tremendo sonham em utopias, e que imaginam, o palco como casa, o palco como sagrado, o palco ao lado das maiores estrelas entre elas Fernanda Montenegro, e todo seu respeito por um ensaio, o palco seu local sagrado, e ele aprendendo com esses mestres se torna tão humilde nas suas escritas que me choca, reconhecer esse Gerald de muitas historias e varias facetas.
E a cada dia que eu olho para sua escrita eu enxergo gentes, e mesmo na minha miopia e confusão interna eu penso no Machado de Assis, eu penso nesse jogo psicológico que o Machadão criava, e como toda humildade e com meu pouco conhecimento, penso que suas escritas tem algo em comum, e que os Deuses me perdoem, mas se você olhar mais de perto, entenderá esse vazio, esse amor, e essa verdadeira paixão pelo jogo (playing), e é nesse sentido que eu vejo nestas escritas algo, esse mesmo algo de diluvio, ou esse algo incomunicável, que as vezes pode ser enfadonho, porem jamais você perdera o desejo de continuar na historia. Não dá pra fechar o livro, não há cartomante, nem historia com fim. é um eterno recomeço. Recomeço com novas histórias, com desejo de mudança, como um olhar para esse mundo, e ao acordar ainda deseja mudar o mundo, e isso o angustia, recomeço com desejo de ajudar pessoas todos dias, quando seu telefone começa bem cedo a apitar, e uma eterna angustia de perceber que sozinho ele não vai mudar o mundo. Esse homem do livro nem de perto é o homem generoso, e angustiado ao qual encontro todos os dias ao acordar, esse Gerald do livro é muito mais desencanado e sofre menos, na vida real ou na vida real da sua ficção criativa, Gerald é o menino que desenha sua historia aos cinco anos pensando nas suas angustias e imaginando seu futuro. Ele é o mendigo, o catador de lixo, o peixe no copo mergulhado na água. Algumas historias serão contadas agora e outras amanha, e talvez amanha venham ainda as melhores historias, mas para isso ler essas historias hoje é o começo e começar é o princípio da criação. Para que depois haja recomeços com sabores de inícios.







sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Depois de vários anos eu volto a escrever, foi como uma incubadora, onde você fica imóvel, quieta e em silêncio, alguém escuta o que eu tenho para falar? talvez! é certo que esse silêncio nos deixa meio confusos quando voltamos a falar sobre algo, sem nem mesmo saber o que de fato eu gostaria de dizer. Opa! eu escrevo sobre  arte e talvez seja sobre isso que eu queira dizer. São quatro meses que a vida e a arte tem não só se misturado como surtido efeitos avassaladores.
Me dei conta de que voltar a escrever é quase que voltar a ovular, o quem sabe a parir. Será que não sei mais sobre palavras, será que meu telefone me empobreceu?
Estive por longos anos andando por estradas, ruas, e praças olhando sempre para a direita e para a esquerda e de vez em quando olhando para trás. Nunca acreditei em sorte, sempre olhei pra vida com essa labuta, dura e findável que se liga a morte/vida. O que pode fazer de mim essa pessoa doce e amarga, leve e pesada, e de alguma forma essa historia de arte não reduz o que eu penso das coisas, ou o que eu vejo no outro. mas de alguma forma a vida me deu a chance de viver cada minuto intensamente. 
Entre ameças e casas, resolvi mudar meu destino, as ruas da cidade são mesmo perigosas para uma moça que não sente medo, sempre gostei de andar por ai na alta madrugada, sempre gostei de subir e descer a Augusta, mas por acaso algo tem me perturbado, e eu comecei a sentir falta da arte, parece que a arte não estava presente dentro de mim, ir dar aulas de pole não estava suprindo. 
Um dia a gente acorda, e sente que algo não pode continuar como esta, eu acordava e me sentia estranha, eu acordava aos domingos e era ainda pior, eu acordava e queria voltar a dormir.
Fiquei perdida em 2013 quando fiz meu ultimo trabalho com o PHILA7, consegui me livrar um pouco da tristeza,  ainda não consegui entender o aconteceu depois.mas o que aconteceu foi que os anos foram me engolindo, eu fui me deparando com realidades, sonhos, desilusões, dias escuros, e fui me silenciando, me senti tão pequena e tão sozinha, mas nunca deixei de imaginar... 
Imaginar era o ponto, ninguém pode roubar sua imaginação, as coisas seguem seus cursos, mas o que esta dentro de você, é seu... foi assim que eu imaginei e sonhei com uma parte de tudo que esta acontecendo agora. A arte me acorda, e com a arte eu durmo, e sonho como se sonhos fossem realidades, como se textos não fossem necessários porque vivo das imagens reais de sonhos verdadeiros.
Adriane acorda que hoje é dia de sonhar... abri a janela e olhei pra fora, faz tempo que abro a janela e vejo janelas... mas hoje eu abri a janela e ví... eu posso ver. Há dentro de nós sonhos tão grandes e cheios de água, que permeiam emoções e céus azuis. 
eu continuo andando por estradas íngremes, mas quando eu olho em volta, pássaros cantam como se eu fosse de alguma historia dessas de princesas e bruxas, quando eu olho pro vale eu me pergunto se estou mesmo vendo tudo isso.
No email eu poderia ter simplesmente nunca ter escrito nada, mas eu escrevi, e foi a atitude de ir ao encontro que mudou toda historia, o que parece sonho é simplesmente a vontade de ir ao encontro de algo desconhecido, um café? sim! é sempre um café que muda a historia? meu pai amava café, plantava e colhia seu próprio café, torrava e moia... foi assim que eu ví a vida se abrir, todas as manhãs desde que nasci.
Aprenda a sofrer melhor, mesmo que você acorde com milhões de dores, mesmo que seu fêmur, quadril, joelhos e costas estejam emprerrados, aprenda a sofrer melhor, e aprenda a ser mais ativa. 
As dores um dia vão passar, tome um alive, um dorflex, supere, supere sempre!!!!!
De alguma forma eu sobrevivi as mazelas, as depreções a enormes tristezas que a vida me deu, consigo enxergar outras paradas principalmente as paradas erradas. e vou recomeção agora. hoje... assim como quem enxerga pela primeira vez aquilo nunca antes teria visto.   com seu primeiro amor



A
driane Gomes

segunda-feira, 24 de agosto de 2015


Há muito tempo venho pensando sobre violência no Brasil, um pouco pela
minha infância, que me permitiu viver isso na pele. Mas também por conta de
tantos atos, chacinas, agressões e linchamentos que nós brasileiros estamos
testemunhando.

Aí nasceu a ideia A FILHA DO LOBO. Um solo onde vou atuar, que reconta
Chapeuzinho Vermelho, agora uma mulher mais velha e apaixonada pelo lobo,
pai da filha que espera. Estou com uma campanha no catarse e ficarei muito
feliz se puder colaborar, até mesmo compartilhar com seus amigos.

Toda colaboração é muito bem vinda!!!

Dá uma olhada na nossa página:
https://www.catarse.me/pt/filhadolobo?ref=explore

Assista o nosso vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=txxeMtArLHQ

Isso é mais que a realização de um sonho; é necessário pro momento que
vivemos hoje.

Espero que possa entrar nessa com a gente.

I've been thinking about violence in Brazil for a while now, a little because of my childhood that made me go through particular experiences. But also because of all the agressions, lyncher and slaughter that we Brazilians have been witnessing lately.
From all that was born THE WOLF'S DAUGHTER, a 45 minutes solo that I act in and that retells the story of Little Red Riding Hood. In our play however, she is older, in love with the wolf and pregnant, with a little girl in her belly.
I am collecting resources via crowdfunding and I would be very happy if you could colaborate and share it with your friends.
Every help is very much appreciated!!!
Take a look at our page: https://www.catarse.me/pt/filhadolobo?ref=explore
Watch our video with subtitles: https://www.youtube.com/watch?v=txxeMtArLHQ
This is more than a dream, it is necessary for the times we are living now.
I hope you can join us.
Big Hug.

sábado, 17 de março de 2012

A Rainha de COpas e suas 7 Primas Invejøsas.


Adriane GOMES - DESENHOS - AQUARELASOBRE PAPEL


DesenhOs: ADRIANE GOMES
DesenhOs: ADRIANE GOMES
DesenhOs: ADRIANE GOMES
DesenhOs: ADRIANE GOMES
DesenhOs: ADRIANE GOMES

DesenhOs: ADRIANE GOMES
DesenhOs: ADRIANE GOMES
DesenhOs: ADRIANE GOMES