Tudo é um ponto de vista, tudo é o que é, e pronto! não posso pensar como um japonês, sou brasileira, mesmo que meu grande mestre seja japonês e eu ter me dedicado e estudado com ele por 4 anos isso não muda esse fato!
Mas tenho pensado muito sobre as minhas experiências de vida, por mais chocante que seja para algumas pessoas, outras até se identificam, mas no normal acho que será sempre entre uma coisa e outra!
Tenho tantas histórias... que são reais, mas solitárias, mesquinhas, indesejadas... e que talvez as pessoas preferem que eu fale das coisas bonitas, mas para essas pessoas eu tenho uma lista de flores pra se consultar, caso não queriam ler sonbre as atrocidades ao qual me proponho falar.
Lá no BLog do Projeto Salamandra, tem outras coisas, não são as mesmas histórias, aqui neste blog, quero falar de uma Brasileira, que perdeu a mãe aos 5 anos, que foi maltratada, que foi espancada, que sofreu abuso, que tentou suicidio, que usou drogas, que fugiu de casa, e que...
Não teria sentido falar de outras coisas aqui, senão sobre o corpo em putrefação, sobre o ódio que eu via nos olhos de alguns familiares, ou pelo descaso que sempre fui tratada por alguns e outros.
Seria engraçado falar da minha infância e ver a cara dos meus familiares de frente a TV morrendo de medo que eu site algum nome! (irônizando)
Seria ridículo, mas muito divertido, eu me lembro de um dia que um primo meu disse que eu não passaria de uma empregadinha doméstica que seria serviçal de toda familia, qual o problema de ser doméstica? se eu tivesse dom para tal talvés seria a melhor... mas meu dom nunca foi para organização, sou uma pessoa que na verdade precisa de ajuda para organizar!
Me lembro também de escutar algumas vezes que eu nunca me formaria, que nunca conceguiria estudar! bom isso é no minimo engraçado! (queria ser médica)
..mas o pior de tudo foi sofrer uma lavagem na cabeça, de alguem que afirmava que meu pai não gostava de mim! Durante cinco anos talvez tenha escutado isso todos os dias!
Esfregar calcinhas sujas na minha cara não foi nada, o que endurece a alma da gente é a forma que somos tratados, neste dia das calcinha eu tive uma catarze, acordei gritando...
Na verdade o dia que nunca vai sair da minha memória será o dia em que levei chineladas na cara com uma havaina numero 42! aquilo me marcou, nem concigo descrever aqui esta cena!!! grotesca!
...ela senta-se no meio do meu corpo e bate na minha cara, me puxa pelos cabelos e me joga no chão do banheiro, segura nos meus cabelos com a cara virada para o chuveiro!
Ser o que não se é! talvez por isso me apaixonei pelo Umberto, ele soube tocar nessas memória de uma forma muito delicada, e na minha coreografia, eu aparecia rodando e pedindo para o papai do ceu me ajudar... sim... essa cena das perguntas foi quando destampou dentro de mim essas vontades de falar sobre meus tabus, coisas guardadas nas sete chaves... que doi relembrar! mas que se seu eu relebro e tento enteder, vai criando novos lugares!
agente sabe o preço que se paga, mas hoje se eu quiser nunca mais precisaria ver-los, mas eu quero ver a cara de cada um, e hoje eu olho e minhas reflexões são outras! (será que eu olho?)
A pouco tempo um primo veio me pedir perdão, por ter feito muitas maldades comigo, sabe que eu nem me lembrava! mas eu tinha a marca, das garfadas nas minhas costas, mas não era essa a cena que estava na minha memória, lá eu me lembrava que tentei apartar uma briga, mas ele me disse: não prima fizemos isso com você e até planejamos te matar! coisa de criança sabe?
Não eu não sei, acha que era outra história, eu esqueci de tudo isso, não me lembro de nada! apaguei? fugi, nunca mais quis voltar!
...e assim o meu tempo vai passando, mamãe se foi, papai também, estou tão distânte da minha familia, familia? risos, muitos risos... eles são minha familia, quem? eles! a familia tem muitos braços e estou perdida em todos eles...
Irmãos... eu cresci... eu cresci...
Claro até chegar nos meus 16 anos muita água teve que rolar, mas depois disso, eu entrei no teatro, eu fui trabalhar... eu fui construir esse corpo ao qual possuo hoje! eu nunca concegui esquecer... eu não posso esquecer... eu não quero esquecer e não vou, por que pelo visto lá dentro eu já tinha esquecido de tudo que não é para se lembrar...
Quando eu era criança, nos fundos da casa da fazendo, tinha uma árvore, e eu ia lá quando estava muito triste, era uma mangueira, eu eu me lembrava dela tão alta, depois de 20 anos estive lá, e era tão baixinha, com um morro te terra, eu subia na gripinha da árvore... e achava que era tão alta!
- a primeira vez que sonhei com minha mãe logo pós sua morte, eu fiz xixi na cama!
- quando eu estava muito triste, pedia para Deus me levar, queria morrer e encontrar com minha mãe!
- a última vez que tentei suicidio tomei 3 cartelas de Dormomid, fiz 6 lavagens estomacais, quase morri de verdade, e quando eu acordei fiquei puta, por que não tinha dado certo, mas depois disso senti uma vontade tão grande de viver!
- quando eu fuigi de casa, fui totalmente inflenciada pelo meu pai que disse: se alguem te maltratar de novo, pegue suas coisas e vá embora!
- um dia meu pai me disse: para que charelar a casa de quem nos maltrata, a miséria do mundo depende daqueles que ignoram nossa inteligência!

Um comentário:
A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria (William Blake)
Saudades!
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