terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre a vida e as experiências!

Tudo é um ponto de vista, tudo é o que é, e pronto! não posso pensar como um japonês, sou brasileira, mesmo que meu grande mestre seja japonês e eu ter me dedicado e estudado com ele por 4 anos isso não muda esse fato!
Mas tenho pensado muito sobre as minhas experiências de vida, por mais chocante que seja para algumas pessoas, outras até se identificam, mas no normal acho que será sempre entre uma coisa e outra!

Tenho tantas histórias...  que são reais, mas solitárias, mesquinhas, indesejadas... e que talvez as pessoas preferem que eu fale das coisas bonitas, mas para essas pessoas eu tenho uma lista de flores pra se consultar, caso não queriam ler sonbre as atrocidades ao qual me proponho falar.
 Lá no BLog do Projeto Salamandra, tem outras coisas, não são as mesmas histórias, aqui neste blog, quero falar de uma Brasileira, que perdeu a mãe aos 5 anos, que foi maltratada, que foi espancada, que sofreu abuso, que tentou suicidio, que usou drogas, que fugiu de casa, e que...

Não teria sentido falar de outras coisas aqui, senão sobre o corpo em putrefação, sobre o ódio que eu via nos olhos de alguns familiares, ou pelo descaso que sempre fui tratada por alguns e outros.

Seria engraçado falar da minha infância e ver a cara dos meus familiares de frente a TV morrendo de medo que eu site algum nome! (irônizando)

Seria ridículo, mas muito divertido, eu me lembro de um dia que um primo meu disse que eu não passaria de uma empregadinha doméstica que seria serviçal de toda familia, qual o problema de ser doméstica? se eu tivesse dom para tal talvés seria a melhor... mas meu dom nunca foi para organização, sou uma pessoa que na verdade precisa de ajuda para organizar!

Me lembro também de escutar algumas vezes que eu nunca me formaria, que nunca conceguiria estudar! bom isso é no minimo engraçado! (queria ser médica)

..mas o pior de tudo foi sofrer uma lavagem na cabeça, de alguem que afirmava que meu pai não gostava de mim! Durante cinco anos talvez tenha escutado isso todos os dias!

Esfregar calcinhas sujas na minha cara não foi nada, o que endurece a alma da gente é a forma que somos tratados, neste dia das calcinha eu tive uma catarze, acordei gritando...
 
Na verdade o dia que nunca vai sair da minha memória será o dia em que levei chineladas na cara com uma havaina numero 42! aquilo me marcou, nem concigo descrever aqui esta cena!!! grotesca!
...ela senta-se no meio do meu corpo e bate na minha cara, me puxa pelos cabelos e me joga no chão do banheiro, segura nos meus cabelos com a cara virada para o chuveiro!

Ser o que não se é! talvez por isso me apaixonei pelo Umberto, ele soube tocar nessas memória de uma forma muito delicada, e na minha coreografia, eu aparecia rodando e pedindo para o papai do ceu me ajudar... sim... essa cena das perguntas foi quando destampou dentro de mim essas vontades de falar sobre meus tabus, coisas guardadas nas sete chaves... que doi relembrar! mas que se seu eu relebro e tento enteder, vai criando novos lugares!

agente sabe o preço que se paga, mas hoje se eu quiser nunca mais precisaria ver-los, mas eu quero ver a cara de cada um, e hoje eu olho e minhas reflexões são outras! (será que eu olho?)

A pouco tempo um primo veio me pedir perdão, por ter feito muitas maldades comigo, sabe que eu nem me lembrava! mas eu tinha a marca, das garfadas nas minhas costas, mas não era essa a cena que estava na minha memória, lá eu me lembrava que tentei apartar uma briga, mas ele me disse: não prima fizemos isso com você e até planejamos te matar! coisa de criança sabe?
Não eu não sei, acha que era outra história, eu esqueci de tudo isso, não me lembro de nada! apaguei? fugi, nunca mais quis voltar!

...e assim o meu tempo vai passando, mamãe se foi, papai também, estou tão distânte da minha familia, familia? risos, muitos risos... eles são minha familia, quem? eles! a familia tem muitos braços e estou perdida em todos eles...

Irmãos... eu cresci... eu cresci...
Claro até chegar nos meus 16 anos muita água teve que rolar, mas depois disso, eu entrei no teatro, eu fui trabalhar... eu fui construir esse corpo ao qual possuo hoje! eu nunca concegui esquecer... eu não posso esquecer... eu não quero esquecer e não vou, por que pelo visto lá dentro eu já tinha esquecido de tudo que não é para se lembrar...

Quando eu era criança, nos fundos da casa da fazendo, tinha uma árvore, e eu ia lá quando estava muito triste, era uma mangueira, eu eu me lembrava dela tão alta, depois de 20 anos estive lá, e era tão baixinha, com um morro te terra, eu subia na gripinha da árvore... e achava que era tão alta!

- a primeira vez que sonhei com minha mãe logo pós sua morte, eu fiz xixi na cama!

- quando eu estava muito triste, pedia para Deus me levar, queria morrer e encontrar com minha mãe!

- a última vez que tentei suicidio tomei 3 cartelas de Dormomid, fiz 6 lavagens estomacais, quase morri de verdade, e quando eu acordei fiquei puta, por que não tinha dado certo, mas depois disso senti uma vontade tão grande de viver!

- quando eu fuigi de casa, fui totalmente inflenciada pelo meu pai que disse: se alguem te maltratar de novo, pegue suas coisas e vá embora!

- um dia meu pai me disse: para que charelar a casa de quem nos maltrata, a miséria do mundo depende daqueles que ignoram nossa inteligência!

Isis Fantini Carneiro - Escreve sobre sua existência .

Las tres llaves



Voy.

Mi camino es largo.

El comienzo está oculto en el pasado,

Y el fin, no lo conozco.




¡Cuan poco sé!

Sólo esto: el pasado ya no me pesa.




Ya no me invita a volver,

Ya no trata de atraparme,

Ni ya me puede retener.

Nos hemos hecho amigos,

Mi pasado y yo,

¿Y por qué no?




Era un dia luminoso,

En una región desconocida,

Un resplandor plateado me atrae.

Y mi manos han descubierto la llave

para ir hacia mi amigo.




Era un dia luminoso, mi oídos

Han escuchado la voz del pasado:

<<¡Escucha - continúa!

Ve y no te vuelvas.

Ya te doy la sabiduría, déjame,

No busques las cosas

que ya han pasado.

No las invoques.

Yo no soy ni tu padre, ni tu madre,

Y tu no eres mi hijo.

Por ello te digo: continua.

Somos amigos

Y el amigo ayuda a su amigo.>>




Voy.

¿Pero qué significa esta mañana,

estas nubes, estos árboles, esas gentes?

¿Por qué estoy aqui?

¿Este mundo es el mío?




¿Es que lo amo?




¿Es que ella me ama?

Quiero comprender el presente,

¡Quiero vivir!




Camino por la casa,

Entro en una sala olvidada.

Un brillo suave y dorado

Acaricia el hoy.

Ésta es la llave de mi mundo.

Escucha lo que me dice el hoy:




<<¿Por qué esperas algo de mí?

Yo no soy ni tu padre ni tu madre,

Y tú no eres mi hijo.

No permanezcas inmóvil

Si quieres percibirme, camina;

Si no, jamás comprederás quién soy.

Yo soy el movimiento y el ritmo,

El aliento que fluye y penetra,

El corazón que late.

Aprende de tu corazón,

Éste es el sentido del presente.

Si lo logras, seremos amigos,

Y el amigo ayuda a su amigo>>.




Voy. ¿Pero adónde?

El futuro es gris,

No veo la forma en él,

Sin embargo, no tengo temor

ni inquietud,

Pues amigos vienen en mi ayuda:

El pasado, el presente

Y mi corazón también:




Mi corazón me enseña a reconocer

La actividad rítmica de la vida.

El corazón late - y yo avanzo.

Su latido me dice claramente:

<
Es ilusión, no existe.
Lo que tú esperas del futuro
Es pasado desde hace mucho tiempo.
Todo lo que es ya ha existido.

Y, sin embargo, avanzas.
El camino es lo esencial,
el sentido de todo.
Es el único punto donde se encuentran
Pasado, presente y futuro,
Formando juntos la única realidad.
Una amistad fuerte y pura
como un diamante.
Ésta es tu llave.>>

Voy.
La huellas de mis pasos
han cambiado.
Son menos profundas.
Ya casi no las veo.

El camino ahora es diferente,
Y asciende por escalones
transparentes, invisibles.
Ya sólo me queda mi corazón.
Le escucho intensamente,
Pues su ritmo ha cambiado.

Escucho como su latido es más largo,
Más profundo,
Su calor se intensifica.
¡Es una vibración intensa,
Un arco iris,
Una luz cegadora!
El espacio entenro esta lleno,
Poderosa, quiebra todo pensamiento,
Disuelve cualquier forma,
Pero en mis manos está la fuerza,
De la llave de diamante.

Entonces... experimento
lo que es el silencio.

Más fuerte que cualquier otro sonido,
llena todo.
Está en todo.
Es todo.
Isis Fantini Carneiro

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A morte, o corpo e outros assuntos...

Quando eu penso na morte, quando eu penso em como as pessoas usam o poder, quando eu penso na miséria, quando eu penso, eu penso...
Ontem quase cinco horas da manhã após discutir uma velha história com o senhor Cristiano Feitosa do Vale, a velha história do que querer e do poder, o pedido de chega e parece nãos ser escutadado.
 Lá dentro de mim, na verdade o que me incomodava, não era o texto do Criss, mas sim a morte do meu Pai!
quando começamos discutir eu refletia sobre a passagem, esse lugar triste da morte, esse lugar onde estou entre...

As lembranças vinham como fantasmas, eu tinha pego um avisão e corri para ver seu corpo, no caixão, tinha que me despedir, fazer a passagem. (eu tinha ganho essa passagem da TAM)

Cheguei no aeroporto peguei o carro com meus irmãos, e cheguei no Pará, Conceição do Araguai.

Lá estava eu, diante do corpo vestido, de meu Pai, repetindo a triste história de anos atrás, seu corpo, seu rosto inchado e desfigurado, seu corpo fedia, já estava apodrecido, putrefando pelas 24 horas após a morte...

Foi muito triste... eu entrei correndo para dentro de um banheiro, e chorei... chorei... e chorei...

Não reconhecia naquele corpo,  seus traços, e assim me lembrei a ultima vez que nos vimos, e que olhamos olhos nos olhos, seu corpo magro, pequeno, e forte... agora apodrece.

Morrer, morre e parte entre os céus e terras...

Deus por onde ando? Deus para onde vou? estava perdida, e parece que eu não deveria ter estar alí, foi uma nova experiência sobre a morte.

Aquilo que me é mais senssível, o cheiro... e nunca vou poder me esquecer daquele cheiro! nunca!!!

Quero ficar perto de tudo... fomos para a casa dele, ou antiga casa dele, ou casa de quem agora vai ocupar, fui buscar sua ferramentas seus hoje read made da vida.

Seu Joaquim era Joseph Beuys, era poeta da terra e disse: nunca estou sozinho estou sempre acompanhado da senhorita solidão e da dona saudade...

O cachorro chorava e sua carinha triste e já envelhecida... a vacas vinham descendo enfileiradas, e mugiam um choro, e a tristeza... buscavam seu dono!

pararam na porta da porteira e mugiam, sim mugiam... as vacas pareciam sentir...

Seu Joaquim não era aquele que estava no caixão! ele era aquele incapaz de maltratar um bicho ou pessoas, na juventude bravo e rebelde, foi mudando e se tornou esse homem doce, um senhor crítico, político, e falava sobre a miséria no mundo, refletia o povo, e trabalhava... era esse homem que me mandava ler em voz alta as literaturas de cordel, e que contava sobre o poder do rico e da necessidade de ser alguem e de estudar...
ele queria muito ter uma filha letrada, sou parte de tudo isso orgulho e fé se misturam...

Mas o corpo apodrece, e tem cheiro, e morre como qualquer animal... a carne, a lâmina, a vida!

domingo, 27 de junho de 2010

Tempo!


“Decantar o vinho, como pode o teatro, enfim… É tempo, tempo entendeu, é o tempo que o teatro tem que ter, teatro não, uma câmara de tortura. Precisa de tempo, tempo.
Teatro e tortura, amizade e literatura e um bom vinho precisam de TEMPO.
 
(Gerald Thomas/”Bait Man”)

Eu sou mesmo! exagerada!

...é tudo, e mais nada!

Pequena Poesia de grandes vontades... 








 quero vc, bem de pertinho de mim...

bem pertinho...

te beijar bem devagarinho os lábios,

encostar cada pedacinho...

e depois...

Amor...

...é tudo, e mais nada!